quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Saneamento básico é cobrado por moradores do Bairro Boiadeiro em Alto Araguaia

Por José Mazani Rodrigues

A falta de saneamento básico é um dos principais problemas encontrados nos municípios brasileiros. Em Alto Araguaia/MT, a situação não é diferente, as pessoas insistem em lançar esgoto residencial nos rios. A reclamação partiu de alguns moradores da rua Antônio Ayres Fávero, localizada no bairro Boiadeiro. Eles cobram providências das autoridades do município junto com a secretaria do meio Ambiente, para que o problema seja resolvido.
Realidade do bairro. Moradores canalizam o esgoto de suas
residências até o Rio Boiadeiro. (Fotos: José Mazani)
De acordo com Cosme Damião, morador do local, a prefeitura, secretaria do meio ambiente e os próprios moradores devem se unir para resolver o problema. “Temos que saber dos próprios moradores do bairro, porque as fossas até hoje não foram construídas, se é falta de condições dos próprios moradores ou é um projeto da prefeitura que não foi realizado”.
             Leonardo Mendonça Campos, está ciente da responsabilidade e ressalta que é dever de todos. “Por estar desempregado e por falta de recursos financeiros não tive como construir, mas ainda vou construir”, explica.
Segundo o prefeito do município, José Samita Maia Neto, não é obrigação do executivo fazer a fossa, porém, é obrigação fazer a rede coletora de tratamento de esgoto. Em entrevista, o prefeito ressalta a dificuldade dos moradores, principalmente por questões financeiras. “Não é porque eles querem, é porque não tem outra alternativa.”

Sobre medidas do município, Maia Neto diz que há um projeto em parceria com o Ministério Público, Poder Judiciário e Rotary Club, para construção de fossas ecológicas. “O projeto está em andamento. Mas, através de medidas como está vamos trabalhar para despoluir o rio Araguaia e o rio Boiadeiro”, finaliza.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

120 mil mudas de árvores foram doadas nos projetos ambientais de AIA

Por Cleidiani Pereira

A adoção da muda é gratuita e ilimitada
(Foto Assessoria Prefeitura de Alto Araguaia)
Há seis anos a prefeitura de Alto Araguaia (Sudeste de Mato Grosso), com apoio das Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, criou o projeto “Adote uma Árvore” e “Cidade Verde Florida”. Os programas, desenvolvidos com as escolas públicas da cidade, poder Judiciário, Ministério Público e Rotary Club, têm como objetivo doar mudas de diversas árvores (hortaliças, frutíferas e naturais) para a população. O intuito é de minimizar danos ambientais e colaborar com os produtores rurais.
Segundo o secretário de meio ambiente, Jefferson Luiz Berigo, 35 anos, o clima na região preocupa, sendo assim, a prefeitura resolveu adotar algumas medidas em relação ao meio ambiente, uma delas foi o plantio de árvores. “As mudas são típicas e nativas da região onde são plantadas em áreas degradadas. A adoção da muda é gratuita e ilimitada”, explica. 
De acordo com o MarilzanNumes da Costa, 45 anos, é um projeto a nível mundial do Rotary. Ele disse que até o ano passado era voluntário na distribuição de mudas e plantio nas margens dos rios. Atualmente o órgão elabora os projetos e passa pela comissão do Rotary, pelo Ministério Público e para o Juiz, para depois fazer a liberação do recurso.

Erci Barbosa, 44 anos, moradora de Alto Araguaia, relata. “Esse projeto é bastante importante para arborizar a cidade, ter uma melhora no ar e na qualidade de vida.” A moradora adotou cinco tipos de mudas diferentes durante o mês de novembro.

Índices de desemprego aumentam; reflexo é percebido em Alto Araguaia

Por Igor Perez

Conquistar uma vaga no mercado de trabalho tem sido um desafio para aqueles que estão à procura de um emprego. Segundo dados do IBGE de maio deste ano o numero de desempregados cresce a cada mês. De acordo com a pesquisa, a variação mensal da taxa de desemprego marcava 6,50% em dezembro de 2014, e até setembro deste ano chegou a 8,90%. Segundo o coordenador de Alto Araguaia do Sistema Nacional de Empregos (SINE), Zosmen Severino de Rezende, os reflexos dessa realidade são percebidos em Alto Araguaia desde o mês de maio.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) realizada pelo IBGE, houve um aumento de desempregados no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado. Segundo a última pesquisa, até o mês de agosto se somavam 8,804 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Rezende afirma que todos os dias, cerca de 60 pessoas procuram a agência do SINE em busca de trabalho.  


A procura de oportunidade

O estudante de jornalismo, Marcos Augusto, 20, veio do Rio de Janeiro para Alto Araguaia e enfrenta a dificuldade de conseguir um emprego há nove meses. Para ele, os obstáculos para quem é estudante e não tem experiência são ainda maiores. "É complicado porque as oportunidades, principalmente para universitários são mínimas. Os empregos que eles oferecem não batem com o horário da faculdade."

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Casos de corrupção na adolescência são rotineiros em Santa Rita do Araguaia

Atos de corrupção começam na infância até a fase adulta.
(Foto: reprodução/internet)

Por Melissa Souza

É cada vez mais comum a associação de corrupção aos políticos, principalmente no Brasil. Apesar da ligação, pouco se fala sobre hábitos naturais da sociedade. São algumas atitudes, 'aparentemente' simples, que não levamos em consideração as suas causas, como furar filas, pegar emprestado e não devolver, sonegar impostos, chantagear. Campanhas de conscientização e orientações amenizam casos como estes.
Segundo Maria Inês, 54, conselheira tutelar de SantaRita do Araguaia/GO, parte destes atos causam a maioria das ocorrências registradas no órgão (ouça). “As famílias ficam sem saída e nos procuram. São casos rotineiros. Sempre surgem, porém poucos acham que seja de gravidade".
Para Geovana Bastos, 13 anos, que se inteira sobre o assunto, a corrupção só é de gravidade quando gera um impacto sobre algo que seja de outra pessoa ou direito da mesma. "Furar fila é normal, desde que eu faça e ninguém vá se importar, por exemplo", diz a jovem.
O constrangimento muitas das vezes ocorre também por parte da pessoa que não comete o ato. "Quando pegam algo meu e não devolve eu me sinto incomodada", afirma Sara Aguiar, 13 anos (ouça). Questionada se o tema já foi discutido na escola, a jovem complementa: "raramente os professores abordam o assunto, a não ser quando acontece”.

As mudanças ocorrem quando o indivíduo é posto à prova daquele ato ou mesmo quando, de alguma forma, é afetado. “Quando a criança chegar com algo dentro de casa, a primeira atitude é conversar, saber se pegou emprestado, se ganhou ou se encontrou”, orienta a conselheira tutelar ressaltando que os atos começam na infância até a fase adulta.

sábado, 14 de novembro de 2015

Região sul de Mato Grosso é representado por AIA em campeonato brasileiro de futsal feminino


Após vitória regional, disputa acontece em Londrina/PR, na etapa
Nacional. (Foto: Marcos Cardial)
Jean Carlos Ramos

Após os jogos regionais estudantis disputados entre os dias 9 a 14 de outubro, em Alto Araguaia/MT, com participação de seiscentos e cinquenta atletas, a equipe de futsal feminino do município se tornou campeão invicta do torneio. O título veio depois de muitos treinos e união da equipe. Com a conquista, o time vai representar o sul do estado de Mato Grosso no campeonato brasileiro na cidade de Londrina/PR, amanhã, 15.
Segundo o professor Idelfonso Silva Oliveira, 49 anos, técnico da equipe a vaga no campeonato nacional é uma conquista. “Eu trabalho com essa equipe desde 2004, é um trabalho de longo prazo. Em 2011 os frutos vêm sendo colhidos. Nós conseguimos ir para um brasileiro, também para um campeonato regional e estadual, agora, novamente, vamos agora para o brasileiro na categoria de 15 a 17 anos. ”
Emocionada, a atleta de Alto Araguaia, Rafaela Mendes, 16 anos, artilheira da competição com 12 gols, fala da participação da equipe nos jogos. “Venho me preparando para isso a muito tempo. Quero agradecer o professor Oliveira pela oportunidade de treinar nesse time. Quero dedicar esse título para as minhas colegas de time e para minha família”.
            O time conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Alto Araguaia em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer (Semel).  


sábado, 31 de outubro de 2015

Evento de jornalismo da Unemat é realizado com baixa demanda de trabalhos científicos


Por Robilany Rodrigues Lima

Em sua décima edição, o Simpósio de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Alto Araguaia, aconteceu com poucos recursos e baixa demanda na apresentação de trabalhos científicos e experimentais. A redução transpareceu por meio da participação de acadêmicos durante evento realizado do dia 27 a 29 de outubro.
De acordo com o professor Rafael Lourenço Marques, coordenador da comissão cientifica, foram apresentados 11 trabalhos, sendo sete pôsteres e quatro apresentações orais, todos com parecer qualificado. “Os trabalhos foram bem produzidos, mas esperávamos um número maior”. Pensando em outras edições, o professor ressalta. “Alerto os estudantes para que se preparem com mais antecedência, pretendemos realizar mais eventos na universidade. ”
Os acadêmicos justificam essa baixa representatividade, alegando não receberem nenhum apoio por parte da instituição. “Não recebemos suporte da Universidade. Com a ajuda do professor orientador e com recursos próprios conseguimos concluir nossa produção,” afirma a acadêmica do curso de Comunicação Social/Jornalismo, Zilda Vieira Arcanjo, 20. Já para o aluno Marcos Augusto, 21, a dificuldade estava em parcerias. “Eu gostaria de ter apresentado um trabalho, mas não consegui por falta de filmador. ”
Segundo a diretora da Faculdade de Letras, Ciências Sociais e Tecnológicas (Falect), Marilena Inácio de Souza, a instituição passa por problemas financeiros e conta com poucos recursos. “Infelizmente a universidade não está em um bom momento, mas já está em discussão uma forma de resolver esses problemas. É preciso ter paciência! ”, pontua.

Premiação
Por falta de recursos, a premiação do I Expojor (Exposição de pesquisas e trabalhos experimentais em jornalismo) foi adiada. De acordo com os organizadores do evento, os vencedores dos melhores trabalhos de cada categoria, serão premiados em outra ocasião ainda não definida.
            Ao final do 10º Simpósio, a comissão parabenizou os estudantes que apresentaram os trabalhos e convidaram aos demais a participarem dos eventos que ocorrem dentro e fora da Unemat.
 



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

10º Simpósio de Jornalismo é encerrado com debate sobre cultura contemporânea e comunicação

Por Igor Perez

Encerrou ontem o 10º Simpósio de Jornalismo, realizado na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com o tema “Desafios na Práxis Jornalística”. O evento aconteceu entre os dias 27 a 29 de outubro e trouxe uma programação diversificada, com minicursos, oficinas e mesas redondas. A novidade desta edição, foi o primeiro Prêmio Expojor, na qual premia os melhores trabalhos de comunicações científicas e pôsteres.
Um dos organizadores do simpósio, o Profº Me. Rafael R. L. Marques explica que o propósito deste ano é trazer a discussão entre a prática e a teoria jornalística. Ele explana também sobre eventos que premiam trabalhos de acadêmicos, e diz que estes seguem uma perspectiva de mérito e ressaltam a importância de produzir e apresentar trabalhos no qual o verdadeiro prêmio é o reconhecimento.
        Para o estudante de Jornalismo, Weverton Velasco, 19, eventos como este é de grande importância dentro da universidade. “A iniciativa em participar não deve partir apenas dos professores, mas também dos alunos”, atenta o acadêmico que fez a apresentação de um pôster sobre “A influência do merchandising nas farmácias de Alto Araguaia”.
            O Simpósio teve encerramento com uma mesa de discussões sobre “Cultura Contemporânea e Comunicação”, mediada pelo Profº. Me. Lawrenberg Advíncula da Silva (UNEMAT) e com os convidados, Profº Dr. Yugi Gushiken (ECCO/UFMT-Cuiabá) e a Profª Dra. Ana Paula Sant’Ana (PUC-SP).