sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Neurodiversidades

ARPTA amplia apoio e anuncia inclusão de outras neurodiversidades

Promovendo a diversidade através do apoio expandido da ARPTA às diversas formas de neurodiversidade

Por: Rafaela Lima
Presidente da ARPTA: Rafaella Virginia. Foto: Rafaela Lima

A ARPTA (Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno Autista) conta hoje com mais de 350 associados, incluindo crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta nova inclusão visa beneficiar pessoas que enfrentam desafios relacionados a condições como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), dislexia, dislalia e síndrome de Tourette. Esse grupo será acolhido pela associação.

A ARPAT conta com uma equipe multidisciplinar composta por 26 profissionais voluntários, incluindo fisioterapeutas, nutricionistas, pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos, neuropsicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e advogados. A equipe multidisciplinar tem como objetivo oferecer suporte clínico abrangente, adaptando-se às necessidades específicas de cada associado.

ARPTA Inclusiva


A presidente da ARPTA, Rafaella Virginia, expressou a importância dessa inclusão: “Vi a importância de incluir o público neurodivergente na associação, pois acompanho de perto a luta do público atípico em busca de direitos, e infelizmente hoje, na nossa sociedade, o diferente precisa se adequar, se ‘moldar’ e aceitar as regras impostas para serem aceitos”, disse ao Unejor.

O compromisso da ARPTA é ampliar seu suporte para incluir diversas condições neurodivergentes, proporcionando um ambiente acolhedor para todos que buscam apoio. A iniciativa visa contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e compreensiva com as diversas realidades presentes em seu meio.



Neste vídeo de apresentação, explicamos o que é e quais são as principais neurodivergências e queremos saber de você sobre qual delas será o próximo vídeo da série.

Operação Freios: Uma Jornada Pela Segurança Viária e Valorização da Vida

 Por: Bruni Rodrigues

A Operação Freios emerge como uma resposta contundente para redefinir o panorama do trânsito nas rodovias, colocando a segurança e a valorização da vida como pilares fundamentais. Nesta matéria, vamos adentrar nos principais elementos dessa iniciativa, destacando sua abordagem humanizada, compromisso com a orientação dos condutores, a estratégica parceria entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Nova Rota doOeste, e os objetivos cruciais de segurança viária, conscientização e práticas seguras.


Abordagem Transparente e Compromisso com a Orientação:

A Operação Freios se destaca por ser clara em suas ações. É importante explicar bem os objetivos da operação e mostrar os equipamentos que estão sendo fiscalizados. Um ponto muito importante é que eles se comprometem a orientar os motoristas, enfatizando o valor da vida como a parte mais importante dessa missão. A ênfase nesse compromisso se reflete na parceria entre a Polícia Rodoviária Federal, representada por Francisco Élcio Lucena, e a equipe da Nova Rota do Oeste, promovendo uma fiscalização humanizada marcada pelo diálogo franco, transparente e técnico.


O propósito central é dual: valorizar a vida dos condutores nas rodovias e garantir o direito de ir e vir das pessoas, contribuindo para um trânsito seguro, saudável e mais humano. A conscientização desempenha um papel crucial, posicionando o condutor como protagonista nessa narrativa.  Reconhecer o valor da própria vida e adotar práticas seguras, incluindo respeito às horas de trabalho e descanso, além da verificação das condições do veículo e carga, são pontos essenciais enfatizados pela operação.



A operação busca uma abordagem integrada para proporcionar mais segurança aos condutores, almejando um trânsito livre de acidentes e riscos letais. O compromisso vai além da fiscalização, sendo um impulso à promoção da vida e à construção de um trânsito verdadeiramente humanizado. Essa busca por segurança não se limita apenas aos condutores profissionais; estende-se a todos os usuários das estradas, desde condutores de passageiros até motociclistas. Todos estão unidos na construção de um trânsito mais seguro e mais humano, onde a vida é considerada o valor mais precioso.


Francisco Élcio conversando com um caminhoneiro durante uma operação


"Não se trata apenas de fiscalizar; é uma iniciativa dedicada a construir um futuro nas estradas que seja mais seguro e humano. Essa jornada coletiva, guiada pelo valor que damos à vida, reflete o empenho de todos nós na construção de um trânsito onde cada vida é verdadeiramente preciosa." - Francisco Elcio.


Video Instagram @franciscoelciolucena

SAÚDE DA PESSOA IDOSA

 

SAÚDE DA PESSOA IDOSA

Calor e envelhecimento saudável

Por: Edna Rodrigues 
Idoso protegendo do sol. Foto: Reprodução


O Brasil envelhece de forma rápida e intensa. Isso quer dizer que falar de pessoas idosas é falar de um público que aumenta a cada ano no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE em 2022, aumentou em 56,0% em relação a 2010 a quantidade de pessoas idosas.

Saber envelhecer é um aprendizado que começa desde criança tendo hábitos saudáveis que devem ser mantidos por toda a vida. E pensando nesse aprendizado contínuo, é mister falar sobre alguns cuidados com a saúde das pessoas idosas durante o verão, calor forte, sol intenso.

As temperaturas mais altas afetam as pessoas com mais de 60 anos de forma mais intensa, e isso é preocupante, pois pode provocar desidratação, por exemplo, visto que o organismo das pessoas idosas não tem tanta capacidade de se manter estável. A desidratação pode provocar sintomas que agravam o estado de saúde da pessoa idosa, como: reduzir a produção de urina, agravar a função renal; piorar a textura da pele, aumentando chances de lesões e feridas na pele; desregula o intestino, que fica preso, o que impacta também no apetite. Por isso, mesmo que a pessoa não reclame de sede ou sinta algum desconforto, é necessário beber água.

No vídeo da médica especialista em Medicina da Família e Comunidade – Dra. Sara faz alguns alertas, explicando de que forma o calor impacta na saúde das pessoas idosas.

Portanto, uma atenção contínua e eficaz para a saúde e o bem-estar da população idosa, requer diferentes níveis de intervenção. E deve estar baseada, em uma atenção integral, adequada, de qualidade, humanizada e oportuna.


Vereador articula Casa da Mulher Brasileira para Rondonópolis

Vereador articula Casa da Mulher Brasileira para Rondonópolis


Por Denilson Paredes

Especial para o Unejor

O presidente da Câmara, JúniorMendonça (PT) deve ir à Brasília nos próximos dias para dar prosseguimento nas articulações para trazer uma unidade da Casa da Mulher Brasileira para Rondonópolis. Para isso, ele conta com o apoio da ex-deputada Rosa Neide e a nova estrutura servirá para dar apoio material e jurídico para mulheres vítimas de violência, assim como oferecer qualificação profissional para essas mulheres.

A iniciativa do vereador petista é muito bem-vinda, pois a violência física e mental contra as mulheres é uma realidade e todo apoio é bom, não só para punir os agressores, mas também para possibilitar alternativas de vida para essas mulheres, que muitas das vezes vivem na dependência financeira do agressor.

Contraponto


A possibilidade da vinda de uma Casa da Mulher Brasileira para Rondonópolis é bem vista pelo Conselho Municipal de Defesa da Mulher, mas há ressalvas. “É preciso garantir junto com a estrutura física e material a estrutura funcional, humana, para fazer essa Casa da Mulher poder prestar o serviço de acordo para as vítimas da violência”, alertou a diretora Jacilene Terra. Ela chama a atenção para a necessidade de promover uma parceria envolvendo todas as esferas de governo para garantir funcionários para atenderem 24 horas por dia no local. E ela tem razão!


SCFV- Serviço De Convivência em Rondonópolis

⇨ RONDONÓPOLIS


Redação: Jhonantan Vieira


Em meio às demandas sociais e desafios enfrentados por comunidades em situação de vulnerabilidade, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) emerge como uma iniciativa crucial para promover a inclusão social, fortalecer laços comunitários e empoderar indivíduos de diversas faixas etárias. Nesta matéria, exploraremos as nuances desse serviço, suas propostas, enfoques, e o impacto transformador que tem na vida daqueles que dele participam.

No coração do SCFV estão suas propostas e objetivos, direcionados a diferentes grupos, como crianças, adolescentes, jovens, idosos e pessoas com deficiência. Entrevistamos Mauro Sergio, Coordenador do SCFV Vila Olímpica, que destaca:
 "Buscamos fortalecer os vínculos familiares e comunitários, prevenir situações de risco social e criar espaços de convívio que estimulem o desenvolvimento de habilidades e potencialidades."
Foto: Jhonantan Vieira ( Acervo Pessoal)
Foto: Jhonantan Vieira ( Hidroginástica para Crianças- Acervo Pessoal)

As atividades do SCFV são diversificadas e incluem oficinas culturais, esportivas, recreativas, grupos de discussão e ações educativas. Maria Aparecida enfatiza: 
"Utilizamos metodologias participativas, respeitando a diversidade e promovendo o protagonismo dos beneficiários. Queremos que cada pessoa se sinta parte ativa do processo de fortalecimento."

Resultados e Impactos na Comunidade:

Ao longo dos anos, o SCFV tem colhido resultados expressivos. Fabiana Oliveira compartilha: "Vemos histórias de superação, desenvolvimento de habilidades, e o fortalecimento dos laços familiares. O impacto é visível não apenas nas vidas dos participantes diretos, mas também na comunidade como um todo."

O SCFV não opera isoladamente. Integra-se com outros serviços da assistência social, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Essa integração visa criar uma rede de proteção social, capaz de atender às diversas demandas de uma comunidade.

Foto: Jhonantan Vieira (formação para cantar o Hino nacional)

Foto: Jhonantan Vieira (Atividades com Capoeira)

Foto: Jhonantan Vieira  ( Atividades de Orientação Social  )

                            Foto: Jhonantan Vieira (Atividades físicas) 

Ao oferecer atividades educativas, culturais, esportivas e de lazer, o SCFV desempenha um papel preventivo, atuando na redução de situações de risco social. Além disso, contribui para o enfrentamento de questões como a evasão escolar, a violência doméstica e o isolamento social, promovendo um ambiente mais saudável e seguro.

A participação da comunidade é um pilar essencial do SCFV. O serviço não impõe soluções; pelo contrário, busca envolver os beneficiários nas decisões e atividades, promovendo o protagonismo e a responsabilidade coletiva. Isso fortalece o sentimento de pertencimento e a eficácia das ações desenvolvidas.

O SCFV é flexível e adaptável, podendo ser moldado de acordo com as peculiaridades locais. Isso permite que o serviço atenda às demandas específicas de cada comunidade, levando em consideração suas características culturais, sociais e econômicas.

Rondonópolis, situada no coração do estado de Mato Grosso, destaca-se não apenas por sua pujança econômica, mas também pela presença marcante do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), uma força transformadora que molda as relações comunitárias e promove o desenvolvimento integral dos cidadãos.

Em Rondonópolis, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos emerge como uma força unificadora que transcende barreiras sociais e fortalece a comunidade. Sua atuação abrangente, integração eficaz com outros serviços sociais e a capacidade de adaptação às realidades locais tornam-no não apenas um serviço, mas uma poderosa ferramenta na construção de uma cidade mais unida, resiliente e socialmente justa.

A Zumba, uma atividade que combina movimentos de dança com ritmos latinos e internacionais, tem se destacado como uma ferramenta valiosa dentro do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Essa prática não apenas adiciona uma dimensão lúdica às atividades do SCFV, mas desempenha um papel significativo no fortalecimento dos vínculos comunitários e no desenvolvimento pessoal dos participantes.




Redação: Jhonantan Vieira 





 

Os avanços científicos e os benefícios do canabidiol: uma análise abrangente



O canabidiol: uma jornada promissora para a saúde e bem-estar.

Por: Vanessa Chabatura Tormas



Benefícios do uso do canabidiol - Foto: Freepik



Nos círculos da saúde e bem-estar, o canabidiol tem sido o centro das atenções. Extraído da planta de cannabis, o CBD tem despertado interesse devido aos seus potenciais benefícios terapêuticos e influência na saúde humana.

Benefícios Emergentes

Estudos e relatos anedóticos sugerem que o CBD pode oferecer alívio significativo em diversas condições. Seu destaque é notável no controle de epilepsias refratárias, onde pacientes apresentaram uma redução considerável nas convulsões.

Além disso, há evidências preliminares indicando que o CBD pode ser um aliado contra a dor crônica, ansiedade e distúrbios do sono. Seu potencial em condições neurodegenerativas também está sendo explorado, oferecendo uma nova esperança para pacientes com Alzheimer e Parkinson.

Supervisão Médica é Crucial

Apesar desses potenciais benefícios, a importância da supervisão médica não pode ser subestimada. A segurança e eficácia do uso do CBD podem variar de pessoa para pessoa, e interações com outros medicamentos devem ser cuidadosamente consideradas.



                                         


Perspectivas Futuras

O CBD continua a intrigar pesquisadores e profissionais de saúde, sendo objeto de estudos mais aprofundados para desvendar seu potencial terapêutico em uma variedade de condições médicas.

Enquanto a pesquisa avança, é crucial destacar que o CBD ainda está em um estágio de descoberta, com muito a ser aprendido sobre seus usos e aplicações. É uma história em desenvolvimento, prometendo novas possibilidades para a saúde e o bem-estar.

Conversamos com o Dr. G. F, especialista em neurologia, para entender melhor os benefícios clínicos observados do CBD em pacientes com condições específicas.

O médico ressalta que o CBD tem mostrado eficácia notável em epilepsias refratárias, como a Síndrome de Dravet e a Síndrome de Lennox-Gastaut. "Estudos clínicos e relatórios de casos têm consistentemente demonstrado uma redução nas convulsões em pacientes que não responderam adequadamente a outros tratamentos", afirma o especialista.

Comparação com outras opções de tratamento

Em relação a alternativas terapêuticas existentes, o Dr. destaca que o CBD oferece uma nova perspectiva. "Para pacientes que não obtiveram sucesso com terapias convencionais, o CBD representa uma opção promissora", diz ele. No entanto, enfatiza a importância de mais pesquisas para validar seus benefícios em outras condições.

Benefícios potenciais além do tratamento principal

Além de sua eficácia na redução de sintomas específicos, o CBD possui efeitos adicionais notáveis, menciona o especialista. "Há indícios de que o CBD possa ajudar na redução da ansiedade, melhorar a qualidade do sono e até mesmo atuar como um relaxante muscular", explica o especialista, ressaltando a necessidade de mais estudos para confirmar esses benefícios adicionais.


                                          Médico especialista sobre o uso do canabidiol - Foto: Freepik

Entretanto, ele adverte sobre a importância da supervisão médica no uso do CBD. "Apesar dos benefícios potenciais, a prescrição e o uso do CBD devem ser realizados com o acompanhamento adequado de um profissional de saúde, levando em consideração os riscos individuais e possíveis interações com outros medicamentos", adverte.

O relato da paciente Elzira que utiliza o canabidiol para gerenciar condições médicas específicas oferece uma visão poderosa sobre os benefícios percebidos.

 "Para mim, o canabidiol tem sido transformador no controle das minhas convulsões. Desde que comecei a usá-lo, percebi uma redução significativa na frequência e na intensidade das convulsões, o que melhorou muito minha qualidade de vida", compartilha a paciente.

Diferenciais em Tratamentos

"O canabidiol se destacou onde outras opções de tratamento falharam", afirma.

 Ela descreve como, apesar de tentar várias opções tradicionais, o CBD foi o único a controlar eficazmente suas convulsões. Esse destaque em casos de epilepsia resistente a tratamentos convencionais ressoa entre muitos pacientes.

Benefícios Adicionais Surpreendentes

"Além de ajudar a controlar minhas convulsões, o canabidiol teve um efeito surpreendente no meu Glaucoma", diz ela. A redução notável na doença e a melhoria na qualidade da visão são condições, porém, cada pessoa pode ter experiências diferentes, mas para Elzira, esses benefícios têm sido incríveis.

O relato da paciente e a perspectiva médica convergem em torno dos potenciais benefícios do canabidiol (CBD) para diversas condições médicas. Evidências anedóticas e estudos destacam seu papel transformador no controle de convulsões em epilepsias refratárias, bem como seu diferencial em casos em que tratamentos convencionais falharam. 

Além disso, os relatos pessoais enfatizam benefícios adicionais, como a redução do Glaucoma e melhoria nas doenças neurológicas. Embora a experiência individual varie, essas perspectivas unidas sugerem um futuro promissor para o CBD na medicina, destacando seu potencial de relevância terapêutica em uma variedade de condições médicas.

 Esses relatos enfatizam não apenas os benefícios diretos do CBD no tratamento de condições específicas, mas também apontam para seus potenciais benefícios adicionais, abrindo portas para novas perspectivas terapêuticas.


 

A EXCLUSÃO DE PESSOAS TRANS NO ENSINO SUPERIOR 

 

 A falta de acesso à educação no ensino superior nunca foi algo tão distante para a comunidade trans


Por Alessandra Alves 

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/05/ao-menos-12-universidades-federais-do-pais-tem-cotas-para-alunos-trans.shtml


A grande maioria das pessoas travestis e transexuais estão fora do cotidiano estudantil, você já parou para pensar nisso? Com quantas pessoas trans você estuda ou já estudou? Fica o questionamento!

Sabemos que à educação é para todos, mas com a opressão, pela rejeição e pelo medo a comunidade já se afasta disso já no ensino médio, segundo a associação nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) cerca de 70% das pessoas trans e travestis não concluíram o ensino médio e apenas 0,02 teve acesso ao nível superior.

Bruno do prado é especialista em gênero, ele nos conta que isso se inicia desde a infância e se intensificam na escola, o que gera a violências e que resultam na exclusão já na educação básica, "Embora as universidades devessem operar na contramão de todos esses processos naturalizados de desigualdades sociais e de opressões produzidos a partir de uma matriz binária de gênero forjada na cisnormatividade, elas acabam por reforçar tais noções, o que dificulta sobremaneira a própria permanência dessas pessoas nos espaços acadêmicos" diz o especialista. 

N.T uma mulher trans de 20 anos é natural de Primavera do leste mas atualmente mora em Rondonópolis conta que desde pequena sua vida não foi fácil, a rejeição familiar, e seus problemas pessoais fez com que ela perdesse o foco nos estudos por muito tempo na sua adolescência, no período de pandemia morando com sua irmã mais velha na fazenda ela acabou desistindo de vez dos estudos, já nesse ano de 2023 voltou à estudar com o ensino EJA (Educação de Jovens e Adultos) que nesse mês de dezembro concluiu seu ensino médio e agora com novas metas deseja cursar enfermagem na federal com sua nota do Enem. "Meus pais se separam, fui morar com minha mãe mas meu padrasto não aceitou minha identidade, fui morar com meu pai e foi ai que tudo começo. Me alto mutilava e não sentia bem com meu corpo, chegava a falar que não me sentia bem e que eu era uma mulher mas com o julgamento e rejeição da minha madrasta que disse que isso não aceitava dentro de casa, fui embora sem objetivo de vida afetando em tudo, principalmente nos meus estudos" diz a menina.

Já a historia da Maitê, uma mulher trans, que cursa na UFR (Universidade Federal de Rondonópolis) conta que sente orgulho pela resistência em vencer as barreiras sociais, mas que também sente um peso e cobrança social, e que seus maiores desafios dentro do ensino superior é a transfobia por parte de muitos universitários. "Minha motivação de ter entrado na faculdade é dar orgulho a minha avó que sempre esteve presente em toda a minha transição" diz a estudante. 


https://www.synergiaconsultoria.com.br/fique-por-dentro/inclusao-da-comunidade-lgbtqiap-no-mercado-de-trabalho/


Entramos em contato com a Lilian, professora que da aula em universidades, ela nos conta que em toda a sua trajetória como professora do nível superior deu aula apenas para uma pessoa trans, "Já tive muitos alunos gays, lésbicas, bissexuais e não-binários. Mas, em mais de cinco anos de docência, apenas uma aluna trans passou por uma das minhas salas de aula.". Perguntamos há ela qual o melhor meio de abraçar essa comunidade tão reprimida, "Penso que a universidade precisa fomentar a formação de professores e técnicos para acolher pessoas trans. Qualquer aluno, aluna, alune precisa ser tratado com igualdade. Mas sabemos que a sociedade é transfóbica, que a universidade pode ser hostil e é preciso que o corpo técnico e docente esteja preparado para lidar com situações de transfobia, identificá-las e punir os agressores. Sabendo que a universidade tem esse aparato de acolhimento, certamente as pessoas trans vão se sentir mais confortáveis para entrar e seguir na universidade." conclui Lilian.



A vários obstáculos na vida de todo mundo, mas para as pessoas trans que desde muito cedo enfretam coisas absurdas, pressão psicológicas, agressões verbais e até físicas. E com tudo isso faz com que essa comunidade tão reprimida se esconda e perca as esperanças em fazer o futuro acontecer, entrando assim na marginalização e prostituição. A maioria de Travestis e Transexuais estão na prostituição e poucas no mercado de trabalho e principalmente nas universidades. Pessoas trans se formando, é isso que a sociedade precisa e necessita.