sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

 Empreendedorismo Compartilhado


Por Edileusa Jacyntho

         Foto Arquivo                                                  

O empreendedorismo está em alta nos dias atuais. Hoje muitas pessoas têm deixado seus empregos e carreiras bem sucedidos para empreender em um ramo que possa lhe dar a possibilidade não só de ser o dono do próprio negócio, mas também de estar próximo dos filhos e poder cuidar melhor da família.

Em Rondonópolis essa realidade não poderia ser diferente, atualmente na cidade foi inaugurada uma galeria compartilhada por várias mulheres em ramos diferentes de negócio para empreenderem juntas. O local conta com produtos alimentícios, roupas, artesanatos, cosméticos e utensílios para casa, além de ter ainda uma gráfica de personalizados e um salão de beleza. Para trabalhar melhor a divulgação do espaço elas estão fazendo a cada 15 dias uma tarde de degustação, pois assim as pessoas têm a oportunidade de conhecer as lojas participantes da galeria e consumir os produtos oferecidos.

A empresária e idealizadora do projeto “Lojas Compartilhadas” Fernanda Cláudia Rodrigues de Lima nos conta durante a entrevista que bem antes da pandemia ela já tinha esse desejo de abrir uma loja nesse formado com algumas amigas para dividir os custos, pois como ela viaja muito para São Paulo e lá pode ver muitas galerias neste estilo. Como Fernanda não encontrou o lugar que fosse bom elas e veio o isolamento social naquele momento o projeto foi deixado em standby.

Em 2023 o desejo de ter uma loja física cresceu e novamente Fernanda começou reunir amigos e pessoas próximas que tivessem com o mesmo objetivo, pois diferente da outra vez agora o lugar com estacionamento e uma boa localização já tinha. Aos poucos outras pessoas foram sendo indicadas para fazer parte da galeria. “A loja compartilhada é formada com o aluguel de uma ou mais prateleira e cada expositor tem direito de expor dois dos produtos que vende e o diferencial da nossa galeria é que não há concorrência, ou seja, cada produto exposto aqui é exclusivo e isso foi decisivo para as pessoas no momento de fechar o contrato”, explica Fernanda.

Fernanda afirma que a Galeria Home que  foi inaugurada e no dia 05 desde mês está com seu funcionamento a todo vapor. “Devo tudo isso a Deus e minha  família que sempre me apoia em tudo digo a todos que nunca desista  dos seus sonhos, pois  Deus sempre tem o melhor pra gente”, finalizou Fernanda.




Dezembro vermelho debate importância do diagnóstico e tratamento das ISTs


Fonte: Instagram da SAE (@saerondonopolis)

A campanha nacional de saúde do mês de dezembro é dedicada à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), principalmente aquela causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A campanha foi oficialmente instituída pela Lei nº 13.504/2017 e é direcionada para os jovens em idade sexualmente ativa, grupo de maior exposição às ISTs.

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de camisinha masculina ou feminina, mas também pode ocorrer a transmissão vertical, quando passadas da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. A prevenção e tratamento das pessoas com ISTs melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. Neste sentido, a informação é uma das mais importantes armas no combate às doenças e ao preconceito que existe em torno delas.

A médica e professora da faculdade de medicina da UFR, Sharon Marjorie, alerta que toda relação íntima desprotegida oferece risco de contração de ISTs, uma vez que pessoas aparentemente saudáveis podem estar infectadas sem que tenham conhecimento. Os números de contaminação estão cada vez mais crescentes de forma generalizada e não apenas em grupos específicos. “IST não está escrito na testa”, enfatizou. Como exemplo, a professora citou o caso da sífilis, no qual os exames de rastreio, prática obrigatória em gestantes, apontam uma presença de 10% à 15% nas mulheres. Muitas vezes o diagnóstico é uma surpresa, pois algumas destas doenças podem ser silenciosas. Do mesmo modo, existem infecções que não causam nenhum sintoma nos homens, mas que nas mulheres podem causar doenças e vice-versa, explicou.

O Ministério da Saúde mantém um portal eletrônico com informações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis onde reforça que não importa idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião, já que toda relação íntima pode ser fonte de contaminação. Por isso o hábito do uso do preservativo é fundamental. Sempre que houver uma relação desprotegida é preciso estar atento ao surgimento de sintomas e realizar os testes rápidos para que seja feita a investigação, diagnóstico e tratamento de possíveis doenças. Estes exames de testagem podem ser realizados gratuitamente nos postos de saúde da rede pública e são capazes de identificar os vírus da sífilis, hepatite b, hepatite c e HIV. Entretanto, a professora Sharon explica que a maioria das ISTs possuem um tempo de incubação entre a contaminação e o desenvolvimento da doença que pode durar meses. “O ideal quando você tem uma relação sexual desprotegida e acha que pode ter contraído alguma IST, é procurar um posto de saúde e já começar a profilaxia pós-exposição. A professora esclarece que os resultados dos exames são sigilosos e que o paciente não precisa explicar detalhes a respeito de como aconteceu a contaminação.

O professor e psicólogo, Márcio Neman, vinculado ao curso de Psicologia da UFR, aponta que “muitas pessoas tem receio de fazer os exames e constatar que foram infectadas. Elas pensam de forma equivocada: ‘se eu não fizer, eu não sei’. Esse posicionamento pode levá-las a tomarem menos cuidado nas próximas relações sexuais”. Por outro lado, algumas pessoas podem ficar muito ansiosas antes da testagem e, por esta razão, aconselha-se que levem um amigo para oferecer suporte. De acordo com o professor, acima de tudo, deve-se ter em mente que “estes são espaços em que o sigilo de informações é absolutamente garantido. É um direito de todos”. Além disso, caso a pessoa realmente esteja infectada ,”quanto antes tiver o diagnóstico, mais efetivo será o seu tratamento e a melhora na sua qualidade de vida”, explicou.



40 anos de luta, pesquisa científica e combate à desinformação

Dentre todas as ISTs, aquela causada pela contaminação do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é o foco da campanha Dezembro Vermelho. Esse vírus, do tipo retrovírus, ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. Quando não tratado, pode levar ao desenvolvimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Cerca de quatro décadas depois do surgimento do HIV, os cientistas ainda não encontraram uma cura. Entretanto, foram capazes de produzir medicamentos cada vez mais seguros e eficazes para tratamento e prevenção da doença.

Atualmente, estão disponíveis na rede pública de saúde diversos tipos de antirretrovirais que dificultam a multiplicação do vírus, impedindo que o sistema imune seja fragilizado. Estes medicamentos são controlados, porém distribuídos de forma gratuita à população sob o acompanhamento e monitoramento de médicos especialistas. Os bons resultados obtidos fazem com que o combate às ISTs se tornasse uma das políticas públicas de saúde mais eficientes no Brasil, tendo como protagonista o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na rede pública de saúde estão disponíveis profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP). No portal eletrônico do Ministério da Saúde existem informações detalhadas a respeito destes medicamentos. De forma simplificada, as profilaxias são métodos que bloqueiam alguns “caminhos” que o vírus usa para infectar o organismo. A PrEP é utilizada antes, para diminuir os riscos e prevenir a contaminação. Já a PEP é um recurso de emergência utilizado após a exposição de risco, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e, no máximo, em até 72 horas.

Em Rondonópolis, as unidades básicas de saúde podem oferecer as profilaxias ou encaminhar o paciente para o Serviço de Atenção Especializada (SAE), unidade de saúde própria para o diagnóstico e tratamento de infectocontagiosas como hanseníase, tuberculose, HIV/Aids, hepatites virais e também crianças com microcefalia. De acordo com a secretária de saúde do município, Izalba Albuquerque, a SAE – Rondonópolis chega a atender 7 mil pessoas todos os meses e se tornou uma referência de qualidade de atendimento no estado de Mato Grosso. A equipe de trabalho da unidade esclarece que as pessoas não precisam ter receio de frequentar o serviço especializado. “Aqui atendemos diversos tipos de doenças infectocontagiosas, as ISTs são apenas algumas delas. Ninguém deve temer buscar ajuda, mas, ao contrário, não buscar ajuda alguma”.

O professor Márcio Neman pondera que muita coisa mudou nos últimos 40 anos desde o surgimento do HIV, principalmente com relação ao acesso à informação, à eficácia dos tratamentos, à capacitação de profissionais de saúde e à a articulação entre políticas públicas de saúde e segmentos específicos da sociedade civil, tal como movimentos sociais, instituições de ensino, e influenciadores sociais. Hoje, muitos youtubers trazem ao público relatos de sua própria vivência com o vírus e apresentam uma realidade impensada nos anos 80. Uma pessoa vivendo com HIV que tome os devidos cuidados possui uma qualidade de vida similar à qualquer pessoa que faz uso de medicamentos controlados.

Ambos os professores explicam que, assim como um diabético ou hipertenso, pessoas vivendo com HIV também precisam tomar sua medicação diariamente. Isso garantirá seu bem-estar e qualidade de vida. As pessoas que seguem as prescrições médicas e realizam corretamente os tratamentos não desenvolvem sintomas, não transmitem a doença e, o mais importante: interrompem a cadeia de transmissão da infecção, contribuindo para a diminuição da taxa de disseminação do vírus. Por este motivo, campanhas como o Dezembro Vermelho que incentivam a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são tão importantes, afirmam.

O Serviço de Atendimento Especializado (SAE – Rondonópolis) está temporariamente atendendo na Rua João Pessoa, 693 – Centro, Rondonópolis (na porta lateral da clínica São Marcos). Os exames de testagem devem ser solicitados nas unidades básicas de saúde. Caso necessário, o paciente será encaminhado para a SAE.

 “Calçadão” é tema de audiência pública proposto por Adonias Fernandes 

Vereador Adonias Fernandes (MDB)
 O vereador Adonias Fernandes levou para sessão da ultima quarta-feira 06/12 a criação de um  calçadão na Av. Amazonas área  central de Rondonópolis.

De acordo com Fernandes os calçadões, são ruas sem circulação de carros voltadas exclusivamente para o comércio, e que existem em várias cidades do Brasil e são iniciativas bem-sucedidas em muitos locais.

Em algumas dessas cidades, eles funcionam também com áreas de lazer, com restaurantes, quiosques, cafeterias e o público é atraído não somente pelo comércio em si.

Fernandes propõe uma audiência para debater a construção do calçadão, uma ideia que já chegou a ser ventilada no passado, mas que acabou não prosperando, está sendo convocada pelo vereador.

“Estamos chamando esta audiência para ouvir os empresários, os comerciários do centro da cidade, a comunidade e buscar alternativas para deixar o nosso quadrilátero central mais atrativo”.

Av. Amazonas Projeto calçadão


Estará em discussão durante audiência pública, marcada para começar a partir das 19h de hoje (13), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Os calçadões, que são ruas sem circulação de carros voltadas exclusivamente para o comércio, existem em várias cidades do Brasil e são iniciativas bem-sucedidas em muitos locais.

Em algumas dessas cidades, eles funcionam também com áreas de lazer, com restaurantes, quiosques, cafeterias e o público é atraído não somente pelo comércio em si.

A audiência para debater a construção do calçadão, uma ideia que já chegou a ser ventilada no passado, mas que acabou não prosperando, está sendo convocada por Fernandes (MDB).

E vídeo direto da sessão da câmara municipal  de quarta-feira 13/12  Adonias explicou sobre o assunto.




 

A carência de uma pista de atletismo profissional em Rondonópolis

É fundamental que os atletas tenham um local adequado para treinamentos de alta performance

Roberto Barcelos/Unejor

Foto: Arquivo

Rondonópolis-MT é uma cidade em constante crescimento e ainda não possui uma pista de atletismo profissional. O esporte desempenha um papel vital na vida dos cidadãos, promovendo um estilo de vida saudável, oferecendo oportunidades de destaque para atletas locais que desejam seguir carreira e obter sucesso em alguma modalidade esportiva.

O atletismo vem ganhando destaque no estado de Mato Grosso e em Rondonópolis não é diferente, surgindo vários atletas com performance a ser melhorada tanto no masculino quanto no feminino, mas para isso, uma pista de atletismo profissional é mais que necessária para um melhor desempenho de atletas de alto nível e isso tem sido um obstáculo, o que desestimula e faz com que muitos desistam do sonho.

Apesar das dificuldades na preparação de atletas pela falta de um espaço específico, o professor aposentado de educação física e presidente da RAAEI (Rondonópolis Associação de Atletismo e Esporte Inclusivo), José Elias de Souza, tem realizado um trabalho de excelência na medida do possível e revelado alguns grandes talentos no atletismo nacional.

Professor José Elias, um garimpeiro de talentos

Há 13 anos, o professor Elias vem utilizando espaços públicos, onde monta seus equipamentos na base do improviso, tentando oferecer aos alunos um treinamento sem riscos de lesões com um maior conforto em relação ao piso. Atualmente, ele ministra os treinos utilizando o espaço do campo de futebol do Residencial Buriti para que os atletas tenham redução de impacto pelo gramado lá existente.                                                                                                                                                                             

“O que precisamos para Rondonópolis é uma pista de atletismo, Barra do Garças, Sorriso e outras cidades de Mato grosso tem e isso faz muita falta para nós. Talento é o que essa cidade mais tem, Rondonópolis é fantástica em talentos não só no atletismo, mas também no vôlei basquete, handebol, natação e outros. ” Afirma Souza, que também diz ser consciente de que uma pista de atletismo profissional é um investimento de um custo elevado, mas que temos uma boa representatividade política e a vontade de realizar já pode ser um avanço: “ É preciso ter um plano de ação, temos deputado federal e senador em nossa cidade e eles podem contribuir para realizarmos esse sonho”, conclama.

A construção de um Centro de Iniciação ao Esporte foi anunciada ainda em 2013, pelo ex-prefeito Percival Muniz e, 10 anos depois, após várias empresas serem contratadas e abandonarem os serviços no meio do caminho, a obra continua empacada.

Procuramos a secretária de esportes do município de Rondonópolis, Susan Meire Binha para falar sobre o assunto, mas até o momento do fechamento desta edição não obtivemos retorno. 


 


 Terceirizados da UFR e as pautas de reivindicações para a CCT 2024

 Terceirizar é contratar outra empresa para executar os serviços 


                           

                Por Rossana Arruda 

                                                                       
                  Foto: Roberto Moreyra -Agência O Globo


Uma pesquisa da Central Única dos Trabalhadores e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos- DIEESE apontam que os terceirizados trabalham até três horas a mais por semana, mas recebem 25% a 30% menos que os funcionários diretos.  

Para o empregador a terceirização tem suas vantagens uma vez que as empresas encontraram uma alternativa para facilitar os procedimentos de contratação de profissionais para desempenhar funções específicas em todas as áreas, sejam elas operacionais, técnica e administrativas, pois tira da contratante uma carga de responsabilidades principalmente no que se refere a movimentação de pessoal comenta Ronnie Castro sócio administrador da RCM- Brasil Comércio e Serviços

A nova lei de terceirização prevê muitos aspectos que facilitam a rotina do empregador, mas no ponto de vista do trabalhador ela deixa muito a desejar, pois para evitar o prejuízo excessivo de um lado, fora preciso colocar outro em detrimento. Essa condição poderia ser melhorada se as leis que regem esse tipo de contratação não deixassem tanto lucro nas mãos dessas empresas em detrimento da exploração do trabalhador. Esses cuidados deveriam se referir principalmente à idoneidade da empresa que atua como intermediadora comenta o motorista A.M.B. 59 anos,  que presta serviços a Universidade Federal de Rondonópolis -UFR. Se por um lado a terceirização dos serviços agradou alguns empregadores, por outro causou descontentamento de quem está contratado por essas empresas. 

O Sindicato dos Empregados de Empresas Terceirizadas , de asseio, conservação e locação de mão de obras de Mato Grosso-SEEAC/MT reúne uma pauta de reivindicações para Convenção Coletiva de Trabalho -CCT 2024 e entre as reivindicações mais significativas  para a categoria  estão:

Ajustar as datas para pagamento do 13º salário e apartir daí as empresas poderão pagar o 13º salário em 02 parcelas, a 1ª no dia 30 de novembro e a 2ª no dia 20 de dezembro, ou integralmente no dia 15 de dezembro ou ainda na data de aniversário do empregado. 

Reivindicar para os trabalhadores com jornada de 06 horas corridas, que façam  jus a metade do valor do auxílio-alimentação e reajuste do beneficio cesta básica. 

Mudança para que haja o  benefício da cesta básica ao empregado que encontrar-se de licença médica. 

Reajuste nos salários, gratificação por assiduidade e auxílio-alimentação no importe de 8,50% (oito e meio por cento). 


Contraceptivo: O uso irracional de anticoncepcional

Riscos no uso de medicamento contraceptivo sem orientação medica

Por: Sthefany Paulino Piau
      
   Foto: Sthefany Piau ( Anticoncepcionais comercialisados) 



O medicamento contraceptivo foi comercialmente lançado nos Estados Unidos no ano de 1960. Esta foi uma vitória para a classe feminina em seus direitos sexuais e reprodutivo, entretanto, esse livre acesso nos últimos tempos tem tido um efeito indesejado, trazendo perigo devido ao uso abusivo e autônomo de muitas mulheres.

Os contraceptivos são considerados MIP (medicamentos insetos de prescrição) pela Anvisa. Ou seja, ele entra no catalogo de remédios disponíveis para autosserviço em farmácias ou drogarias, assim não necessitando de receituário medico para o uso. Os MIP cumprem todos os requisitos de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela legislação sanitária.

Em entrevista com farmacêutico Frankson Parreira, questionei qual era a sua observação sobre o consumo de métodos contraceptivos dentro da farmácia. Em sua visão ele diz que a maioria dos clientes que procuram o estabelecimento são pais com pré-adolescentes, meninas ainda entrando na puberdade com o intuito apenas precaver a maternidade precoce. Isso è de suma preocupação pois, se a mulher já teve início de relações sexuais, o cuidado deveria ser não apenas para gestação, mas com as ISTˋs(Infecções Sexualmente Transmissíveis).

Outra questão levantada foi, se ele como profissional da saúde indica o uso do anticoncepcional. Frankson responde, “ eu apoio de forma medicinal, com o devido acompanhamento médico. O anticoncepcional de forma correta traz alguns benefícios para as mulheres. Tem bons anticoncepcionais com hormônios sintéticos capaz de ajudar com o tratamento de miomas, mulheres com auto fluxo menstrual, cólicas entre outras coisas. Porem, sou contra quem opta por fazer o uso por contra própria achando que vai prevenir a gravidez, para isso temos métodos mais seguros no mercado e que previne não só a gestação.”

Vale lembrar que, atualmente o crescimento de pessoas adquirido ISTˋs e que não sabem, tem crescido diariamente. É importante que antes do uso de qualquer tipo de medicamento, o indicado seria que lêssemos a bula e observássemos os efeitos colaterais que podem causar. Um dos principais efeito apontado pela medicina são náusea, dores na mama, sangramentos irregulares entre outros. Ligado a isso, a trombose, endometriose e infertilidade são algumas das doenças que podem estar ligadas ao uso abusivo e prematuro do anticoncepcional.

A Dr. Larissa Fonseca, medica ginecologista e obstétrica da cidade aqui de Rondonópolis, conversou com a nossa equipe e aponta que é importante o início do acompanhamento ginecológico logo na primeira menarca, para acompanhar a saúde ginecológica da mulher. Ela também ressalta que atualmente há outros métodos contraceptivos com hormônios que não os convencionais que estamos acostumados, sendo a pílula, injeção ou o adesivo.

Método pouco conhecido é o anel vaginal, similar a pílula, mas que libera o hormônio de forma gradativa durante o mês na corrente sanguínea da mulher.      
                                                                                                                              foto: Sthefany (anel Vaginal)


Há também os métodos Contraceptivos Reversíveis de Longa Duração. Descritos assim por sua elevada eficácia na proteção de mulheres contra a gravidez por um longo período de tempo. Reversíveis, parou de usar, se torna ineficiente. O implante hormonal mais conhecido com Implanon, DIU hormonal: Mirena e Kyleena e por último o DIU não hormonal sendo o de cobre e cobre com prata.

A Dr. Larrisa ressalta que cada corpo se adapta melhor com um método diferente, nem sempre o que a paciente tem por melhor opção o seu organismo ira corresponder. Por isso é sempre bom estar bem instruído por um médico de confiança e credenciado para.


                                                                                                                                                                                                                                                  






Associação Gente de Fibra: O empenho para a promoção de políticas públicas inclusivas aos portadores de fibromialgia em Rondonópolis

Por Luzia Moreira 

Em setembro deste ano, o prefeito José Carlos do Pátio sancionou as leis municipais que institui a política municipal dos direitos das pessoas com fibromialgia e a lei que garante transporte público coletivo gratuito aos portadores da doença. Ações de suma importância aos que vivem com a síndrome. E ações como essa só são efetivadas após muitas lutas, e a partir disso surgiu a associação Gente de Fibra (AGEFIBROMT) 

Fonte: Felipe Godoi/Gcom

O grupo hoje conta com mais de 400 pessoas e busca apoio das autoridades, promovem conscientização da população quanto a suas necessidades. Recentemente Eliane Barbosa Rocha, fundadora da Associação esteve presente na live “Seminário educação, direito e sociedade”, promovido pela Universidade de Estado de Mato grosso, sensibilizando as pessoas, combatendo estigmas e promovendo compreensão das necessidades dos portadores da síndrome.

A fibromialgia é uma síndrome que causa dor crônica em todo o corpo, ainda não se sabe a causa específica da doença e seu diagnóstico é clínico, pois não há exame específico que detecte a Fibromialgia.

Eliane contou um pouco sobre como é conviver com essa doença, que causa dores intensas em todo o corpo, contou ainda como isso afeta seu sono, sua saúde mental, aumenta a sensibilidade e causa muita discriminação por parte de pessoas que não compreendem a necessidade de ficar quieta em um período de crise e desacredita da dor que a mesma está sentindo, pensando que ela esteja apenas com “preguiça”.

Observa-se, portanto, a urgência na implementação de políticas públicas voltadas para os portadores da síndrome. Diante da ausência de um movimento municipal em prol dos fibromiálgicos, Eliane, diagnosticada há oito anos com a doença, optou por transformar sua experiência pessoal em uma iniciativa com o objetivo de unir os portadores da síndrome, visando assegurar direitos específicos para aqueles diagnosticados com a Fibromialgia no município.

Essa iniciativa busca garantir o acesso a tratamentos, medicamentos, apoio psicológico e inclusão social. Os esforços de Eliane têm alcançado resultados significativos, promovendo condições mais favoráveis para os portadores da doença em Rondonópolis. Essa abordagem não apenas reconhece a importância do tratamento médico, mas também destaca a relevância do apoio emocional e da inclusão na busca por uma melhor qualidade de vida para quem convive com a Fibromialgia.